Sexta-feira, Agosto 25, 2006 

inicio das aulas...ou a incerteza da permanencia!

bem o inicio de mais um ano está aá à porta. pois bem nada melhor para começar do que..começar com a incerteza, insegurança e quiçá inqualquercoisa de ainda termos a universidade em miranda do douro por mais um ano... agora reflitam, um dos dois cursos em activo no polo encerrou as inscrições de novos alunos... logo no final deste ano lectivo sempre se poderá alegar que não se justifica a presença do polo a funcionar somente com um curso..conclusão: encerra-se o polo!!! Entretanto nos ca andamos a fazr pela vida...
Bem os votos são de boas entradas e uma permanencia estável...se possivel!!!!

Sexta-feira, Março 31, 2006 

Pólo da UTAD. O Fim???

Pois é.Depois de tantos boatos e ameaças, que se foram repetido todos os anos, eis que este não deixou de ser excepção e parece que agora os senhores do poder estão mesmo decididos a fechar o pólo da UTAD em Miranda do Douro, talvez o maior factor de desenvolvimento da região nos últimos anos.
Como aluno desta instituição, custa-me aceitar esta decisão, assim como muitos colegas meus e muitos Mirandeses. Deste modo, está já em circulação um abaixo assinado que muito em breve irá chegar às mãos do nosso magnífico reitor e de outras entidades competentes. Tudo faremos para evitar a partida do pólo desta cidade.Porque Miranda e todo o interior merecem ser tratados de forma igual.
POR FAVOR!!!NÃO NOS DEIXEM PIOR DO QUE JÁ ESTAMOS!!!

Fica aqui também o endereço online onde podem também assinar e mostrarem-se contra esta iniciativa dos senhores do poder.

http://www.petitiononline.com/mirdouro/petition.html

Sexta-feira, Fevereiro 17, 2006 

Regresso

De regresso. As aulas começaram esta semana, depois de uma temporada ( para alguns ) para recuperar forças e enfrentar o semestre que agora começa.
Mas não publico este post para dizer que as aulas começaram outra vez, mas antes para informar os frequentadores deste blog duma actividade a realizar brevemente no pólo da UTAD em Miranda do Douro.
No próximo dia 8 de Março, se tudo correr como previsto, vai ser inaugurada no edifício da UTAD em Miranda do Douro uma exposição fotográfica realizada pelos alunos do 4º ano de Antropologia Aplicada ao Desenvolvimento (estou incluído!!!). Esta exposição retrata diversas temáticas, todas elas oriundas desta região. Estamos neste momento a tratar da sua divulgação, pelo que brevemente poderão chegar aos vossos ouvidos mais novidades.

Uma nota importante: a expocição é aberta a toda a comunidade, por isso apareçam!

Quinta-feira, Dezembro 22, 2005 


Nunca tal tinha tinha visto!!!

 

Novidades

Caso ainda não tenham reparado, existe mais um link a juntar aos já existentes. Trata-se do blog "o encanto da gaitadura", um blog que dá a conhecer o que de bom se faz em Miranda do Douro. Não percam a oportunidade de visitar este magnifico Blog e fiquem a conhecer mais um pouco da Cidade onde eu e os meus parceiros de blog estudamos.

 

AGID

bem aki fica mais uma dica para os interessados na mesma:

AGID pesquisem sobre esta associação e vejam as novidades.

a AGID é uma organização para o desenvolvimento.

Sábado, Novembro 26, 2005 

novo e-mail

aqui fica o novo e-mail para o qual podem mandar as vossas notícias, sugestões, fotos,enfim, tudo o que seja interessante(dentro da antropologia)

anthropoutad@gmail.com


abraços

Terça-feira, Novembro 22, 2005 

A Mitologia dos Dogon

Os Dogon, habitantes do delta interior do rio Níger, no Mali, não são propriamente amantes da arte equestre uma vez que se encontram refugiados nas partes mais acidentadas e na longa falésia que percorre a Leste a parte do conjunto do delta do rio.
No entanto, e curiosamente, em estatuetas datadas do XIº ao XIVº século, representaram o homem a cavalo, recorrendo a estilos totalmente diferentes dos seus geograficamente opostos habitantes do delta, que vivem em superfície plana, e que foram antigos cavaleiros, os Guimbala.
A estatuária dos Dogon, no entanto, é mais homogénea no sentido estilístico, e permite uma maior interpretação do que a estilisticamente dispersa estatuária Guimbala. Ao mesmo tempo não se consegue, através da análise desta estatuária, obter uma coerência tão forte como aquela que se obtém estudando a estatuária dos Dogon, para além do facto de se não conhecer a mitologia dos Guimbala e se conhecer aquela dos Dogon.
E é neste facto que reside a maior curiosidade ainda na medida em que os Dogon, com laços quase inexistentes com o cavalo, acabam por construir a sua mitologia e a sua forma de ver o nascimento do Mundo através do cavalo.
A representação do homem a cavalo está ligada à história de uma personagem, Nommo, sacrificado pelo Deus Amma, e de cujo corpo desmembrado se fará a reconstituição dele ( Nommo) e através deste facto se possibilitará a purificação universal dos Dogon e a reconstituição de um novo mundo por Amma.
Nota: O processo de desconstrução / reconstrução do ser tido como criador ou principiador de um dado povo ou do homem em globo ( de ver que cada mitologia se considerará a verdadeira e logo admitirá com dificuldade que seres estranhos tenham tido um primeiro princípio diferente do seu ) encontra-se nestas páginas de antropologia cultural relacionado com outras culturas antigas - que não têm nada de africano, por exemplo, e cujo contacto cultural e influenciador só se poderá entender como tendo hipóteses remotas de ter acontecido - e designa, de alguma forma, o nascimento do mundo através da divisão de uma entidade primeira ( nestes casos personalizada ou identificada ). Não existe assim criacionismo no sentido típico do termo...mas sim construcionismo e ordenação / reordenação transformadora.
Após essa reconstituição, Nommo ressuscitado, desce à terra num veículo que transporta os elementos essenciais ao recomeço da vida: os primeiros ascendentes da humanidade, as primeiras sementes, os seres vegetais e animais.
O mito conta ainda que, após a sua chegada à terra, Nommo se metamorfoseia em cavalo para transportar o prato do culto ritual (um prato com uma escultura da cabeça de um cavalo e uma cauda de cavalo nos bordos opostos) até ao rio, local onde este prato se transforma numa piroga.
Noutros casos, o prato é comparável a um carro dentro do qual se encontram pequenas estatuetas em madeira e em ferro, representando homens e cavalos, sendo que o cavalo representará Nommo e o homem (ou a cavalo ou ao lado) representará o próprio Deus Amma.
O cavalo (representando Nommo) é chamado pelos Dogon como sendo o "poder de Amma" assimilando-se assim este à extensão rápida dos seres sobre a terra.
Sendo não cavaleiros, os Dogon incluíram a figura do cavalo nos seus mitos a fim de poderem dotar o seu herói, Nommo, das qualidades que eles reconhecem e admiram no cavalo: a força, a velocidade, a capacidade de percorrer rapidamente grandes espaços.
Contudo, o cavalo representando Nommo tem ainda uma particularidade: cada uma das suas partes constituintes é, de alguma forma plasticamente autónoma do restante dos componentes (o que nos leva ao corpo desmembrado de Nommo), e permite ao escultor alterar os detalhes dentro de uma margem que mantenha apesar disso o equilíbrio do todo.
Esta variabilidade metamórfica está contudo ligada a um outro aspecto da mitologia dos Dogons: a estrutura do mundo na concepção que os Dogons atribuem ao seu fazedor / refazedor Amma está dividida em 22 categorias que incluem no seu todo 266 símbolos significando os seres e as coisas originais.
O escalonamento dessa diversidade, e a sua inclusão dentro das categorias não é conhecida, mas compreende-se perfeitamente que cada uma das categorias não se divide num número de símbolos (seres ou coisas) iguais (22x12=264). Logo, esta disparidade, ou não linearidade, terá provavelmente a ver com a incerteza da transmissão oral do mito, mais do que com uma ideia formalmente bem organizada.
Contudo, fica ainda para reparar que o cavalo (Nommo) acaba por representar plasticamente (dada a sua característica específica na conformação independente dos seus membros) uma forma de significar a diversidade do próprio mundo representado na vontade de Amma.
Estes mitos da desmembração e reconstituição estão presentes noutras mitologias bem distantes geograficamente de África, embora se possa pensar que sendo a região de influência muçulmana, os mesmos possam ter tido a sua origem na Índia.
Contudo pendemos mais para a possibilidade ( sugerida em nuance acima ) que exista sim um leque restrito de possibilidades coerentes de interpretação do começo do mundo e do homem e que desse aproveitamento das possibilidades resulte, em culturas afastadas e sem contacto determinante conhecido, uma semelhança interpretativa formal.

Segunda-feira, Novembro 14, 2005 

MONTES E MARAVILHAS........... PRESERVAR

Templos e fortalezas, grutas de caçadores paleolíticos, savanas, glaciares, palácios barrocos, minas de sal, frescos medievais, ruínas misteriosas dos desertos da ásia e das florestas americanas, rochedos e catedrais, Moendjodaro e Roma, estátuas e vulcões...
Que há de comum entre estes dois edificios e estes espaços virgens separados por milhares de quilómetros ou dezenas de séculos, entre estes montes e estas maravilhas, entre tantos objectos diferentes?

Duas coisas:

1º - cada um deles é considerado como único, sem preço, insubstituível. Todos fazem parte do património mundial, cultural e natural. mais de 60 governos pedem à UNESCO que declare o valor universal excepcional destes bens.

2º - todos eles estão em perigo.

Património Mundial. Um conceito a ter em conta.

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